De onde vem o Halloween?

O “Dia das Bruxas” é conhecido mundialmente como um feriado celebrado principalmente nos Estados Unidos, onde é chamado de Halloween.

Hoje em dia esta data é celebrada em diversos países do mundo, onde ir de porta em porta pedir doces, enfeitar as casas e andar vestido com fantasias de forma “assustadora”, e participar em festas têm vindo, aos poucos, a tornar-se hábitos cada vez mais integrados na vivência portuguesa.

Mas qual é a sua origem?

Ao contrário do que se possa pensar, o Halloween tem as suas raizes no Reino Unido. O seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” é um termo antigo para “santo”, e “eve” significa “véspera”. Assim, o termo referia-se, até ao século XVI, à noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado a 1 de novembro.

 

E como é que a festa começou?

Segundo alguns historiadores, existia desde o século XXVIII um antigo festival pagão, o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”).

O Samhain durava três dias e começava a 31 de outubro e era uma homenagem ao “Rei dos mortos”.  Faziam-se fogueiras e celebrava-se a abundância dos alimentos, após a época da colheita.

Outro facto é que, a  meados do século VIII, o papa Gregório III  mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio – a data do festival romano dos mortos – para 1 de novembro, a data do Samhain. Assim,  esta  nova data fez com que a celebração cristã dos santos e de Samhain acontecessem no mesmo dia. E desta forma, as tradições pagãs e cristãs acabaram por se misturar.

 

Então, quando surgiu o Dia das Bruxas?

O Dia das Bruxas, tal como o conhecemos hoje surgiu entre 1500 e 1800.

As fogueiras tornaram-se populares porque  eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), e eram um  símbolo de qual deveria ser o rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para afastar bruxaria e a peste negra.

E como era o Halloween no início?

No início este dia era celebrado de forma um pouco diferente de hoje em dia:

Um costume do Halloween no início era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome do futuro marido ou mulher.

Além disso, estes rituais de adivinhação envolviam a agricultura. Por exemplo, uma pessoa puxava uma couve ou um repolho da terra e acreditava que a sua forma  e sabor forneciam pistas sobre a profissão e a personalidade do futuro conjugue.

Comer é um componente importante do Halloween, tal como acontece em muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou dizendo orações pelas almas dos mortos. Em troca, eles recebiam doces que representavam o espírito de uma pessoa que tinha sido libertada do purgatório.

Igrejas de paróquias costumavam tocar os sinos, às vezes, durante toda a noite. Esta prática era muito incómoda mas o rei Henrique III e a rainha Elizabeth não a conseguiram banir durante bastante tempo, estipulando, até, uma multa para quem a praticasse.

 

E o Halloween moderno?

Hoje em dia, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Em 2010, superou o Dia dos Namorados e a Páscoa na data em que mais se vendeu chocolates. Ao longo dos anos, foi “exportado” para outros países, até que chegou a Portugal.

Atualmente, o Halloween continua a criar a sua própria mitologia e tem diferentes finalidades: celebra os mortos ou a época de colheita e marca o fim do verão e o início do outono no hemisfério norte. Ao mesmo tempo, vem ganhando novas formas. Até aos adultos é dada a oportunidade para que estes brinquem com os seus medos e fantasias de uma forma socialmente aceitável. O Halloween permite a união de áreas como a religião, natureza, morte e até romance.

Talvez seja por isso que é uma data tão popular!

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