A Matemática é, ano após ano, a disciplina que mais preocupa famílias e escolas em todo o país. Em 2025, a Matemática A registou a classificação média mais baixa dos últimos sete anos: 10,5 valores numa escala de zero a vinte. E 42% dos alunos não conseguiram nota positiva na prova nacional. No 9.º ano o cenário é igualmente exigente: apenas 4% das escolas públicas teve média positiva a Matemática a nível nacional.

Há, porém, uma nota positiva para as famílias do norte do país. Entre as escolas públicas com melhores resultados nos exames nacionais do secundário, a maioria situa-se no norte, e o distrito do Porto concentra alguns dos estabelecimentos com médias mais elevadas do país. Isso não significa que o caminho seja mais fácil. Significa que há condições para chegar a bons resultados – desde que a preparação para o exame de Matemática comece cedo e seja feita com método.

A nota que pode mudar o acesso ao curso certo

No 9.º ano, a prova final de Matemática tem peso de 30% na nota final da disciplina e influencia o ranking de acesso ao ensino secundário. Em 2025, a média nacional da 1.ª fase foi de 52 pontos em 100. Na 2.ª fase, realizada por alunos que ainda não tinham aprovação, a média caiu para 40 pontos e 72% tiveram negativa.

No 12.º ano, o exame de Matemática A é frequentemente o fator decisivo no acesso ao ensino superior. Em 2025, a média a Matemática A caiu de 12,1 para 10,5 valores face ao ano anterior. Para um aluno que precise desta disciplina como prova de ingresso, a diferença de um valor pode ser a diferença entre entrar ou não no curso que quer na Universidade do Porto, na Católica ou em qualquer outra instituição competitiva.

Porque é que alunos que sabem a matéria perdem pontos na mesma

Há um padrão que se repete todos os anos e que muitas famílias só descobrem depois do exame: não basta resolver o problema corretamente. É preciso mostrar, passo a passo, como se chegou à resposta.

Os critérios de classificação oficiais do IAVE preveem desvalorizações específicas para erros de cálculo, arredondamento incorreto, utilização de simbologia incorreta e apresentação de elementos em excesso. Na prática, um aluno que omite etapas intermédias, arredonda quando não devia ou usa notação errada perde pontos mesmo com a resposta certa. Isto corrige-se com treino orientado, não com mais teoria.

Memorizar fórmulas não chega

Um dos equívocos mais comuns é preparar o exame de Matemática como se fosse uma disciplina de conteúdos para decorar. O exame avalia raciocínio e capacidade de aplicar conhecimentos a situações novas.

A Sociedade Portuguesa de Matemática tem alertado que o modelo atual do exame de Matemática A do 12.º ano, que conta apenas as três melhores respostas entre seis questões opcionais, pode promover uma inflação artificial dos resultados e dificultar a distinção entre alunos com desempenhos realmente diferentes. Para os alunos, a consequência prática é clara: a prova penaliza quem não consegue aplicar o que aprendeu independentemente de quantas fórmulas memorizou.

O que faz a diferença é resolver problemas. Muitos, variados e com correção detalhada.

Estudar na véspera é uma das piores estratégias que existe

Os estudos mostram que os alunos tendem a passar muito pouco tempo a preparar os exames nas semanas anteriores, entrando em modo de estudo intensivo apenas quando faltam dois ou três dias, com resultados geralmente fracos. Quando se tenta absorver grandes quantidades de informação em pouco tempo, os detalhes importantes perdem-se e é difícil integrar os conceitos de forma significativa.

O que os pais podem fazer, mesmo sem perceber de cálculo diferencial, é garantir que o estudo acontece com consistência ao longo das semanas. Perguntar regularmente “que exames já resolveste esta semana?” é mais útil do que qualquer explicação de matéria.

Uma meta-análise que reuniu 242 estudos e 169 mil participantes concluiu que as técnicas de aprendizagem mais eficazes são a prática distribuída no tempo e o teste prático regular. Resolver um exame por semana ao longo de dois meses vale incomparavelmente mais do que estudar intensivamente na semana antes da prova. Os exames dos anos anteriores estão disponíveis gratuitamente no site do IAVE – é a ferramenta de preparação para o exame de Matemática com melhor retorno que existe.


Um cérebro cansado não resolve problemas de Matemática

A Matemática exige raciocínio em condições. Noites mal dormidas traduzem-se diretamente em erros de cálculo, passos intermédios esquecidos e bloqueios em problemas que o aluno saberia resolver com a cabeça descansada.

Um estudo com adolescentes demonstrou um aumento de 20,6% na memória declarativa após uma noite de sono completa, em comparação com o grupo testado ao fim do mesmo intervalo sem dormir. Nas semanas de exames, sete a nove horas de sono não é um luxo. É parte da preparação para o exame de Matemática tanto quanto qualquer revisão de matéria.

O exercício físico reduz a ansiedade que bloqueia o raciocínio

Para uma disciplina onde a ansiedade pode paralisar o pensamento a meio de um problema, este ponto merece atenção separada.

Uma meta-análise de 15 estudos concluiu que o exercício físico tem um efeito significativo na redução da ansiedade em contexto de exames. Muitos jovens abandonam toda a atividade física nas semanas de estudo intensivo, precisamente quando mais beneficiariam dela. Incentivar o filho a sair de casa durante 20 a 30 minutos todos os dias é uma decisão com impacto direto no desempenho.

Quando o problema não é falta de esforço

Há alunos que estudam, resolvem exames e continuam a ter dificuldades nos mesmos tipos de problemas. Quando isso acontece, o obstáculo é quase sempre conceptual: há uma base que não está consolidada e que compromete tudo o que vem a seguir.

Identificar exatamente onde está essa falha e corrigi-la com apoio especializado é muito mais eficaz do que continuar a acumular treino sem perceber o que está a correr mal. Em Ermesinde e em todo o concelho de Valongo, este é o trabalho que fazemos no 3ponto14 com alunos de Matemática do 9.º e 12.º ano ao longo do ano: diagnóstico de dificuldades, resolução orientada de exames anteriores, correção detalhada e simulacros em condições reais.

Se quiser perceber como podemos ajudar o seu filho a preparar o exame de Matemática em 2026, fale connosco! O 3ponto14 ajudará a garantir o sucesso dos exames nacionais de 2026!

Referências

Dados nacionais e regionais

Público (2025, julho 16). Ensino secundário: 42% dos alunos não conseguiram ter positiva no exame de Matemática. Disponível em publico.pt

Público (2025, agosto 5). Mais de 95% de negativas no básico: poucos passam na prova final de Matemática. Disponível em publico.pt

Rádio Renascença (2025, julho 15). Secundário: médias descem no exame de Matemática A e sobem no de Português. Disponível em rr.pt

Jornal Económico (2025, abril 4). Ranking das Escolas 2024 dominado pelos colégios privados do Porto. Disponível em jornaleconomico.sapo.pt

CNN Portugal (2024, julho 12). 96% das escolas públicas chumbaram nos exames de Matemática do 9.º ano. Disponível em cnnportugal.iol.pt

Magazine HD (2025, julho 1). Qual foi o grau de dificuldade do Exame Nacional de Matemática deste ano? Disponível em magazine-hd.com

Critérios e estrutura da prova

IAVE (2025). Instruções de Realização e Critérios de Classificação — Prova Final de Matemática (Prova 92). Disponível em iave.pt

Sociedade Portuguesa de Matemática (2025, junho 30). Parecer sobre o Exame Nacional de Matemática A. Disponível em portal.spm.pt

Estudos sobre aprendizagem e desempenho

Evidence Based Education (2026). Retrieval and Spaced Practice: Study Strategies That Must Be Combined. Disponível em evidencebased.education

UC San Diego (s.d.). Spaced Practice. Department of Psychology. Disponível em psychology.ucsd.edu

Potkin, K. T. & Bunney, W. E. (2012). Sleep Improves Memory: The Effect of Sleep on Long Term Memory in Early Adolescence. PLOS ONE. Disponível em pmc.ncbi.nlm.nih.gov

Ye, Z. et al. (2022). Effects of Exercise Intervention on Students’ Test Anxiety: A Systematic Review with a Meta-Analysis. International Journal of Environmental Research and Public Health. Disponível em pmc.ncbi.nlm.nih.gov

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